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Laboratório de Biomecânica do IBTeC desenvolveu pesquisa em conjunto com a Mercur para inserir tecnologia em estabilizador de tornozelo

Laboratório de Biomecânica do IBTeC desenvolveu  pesquisa em conjunto com a Mercur  para inserir tecnologia em estabilizador de tornozelo 19 JANEIRO

         A Mercur, marca gaúcha reconhecida por sua dedicação à produção de soluções nas áreas de saúde, educação e tecnologia assistiva, tem como um dos seus propósitos oferecer produtos cada vez mais conectados com o bem-estar de seus usuários. Dentro desta filosofia, a indústria que tem sede em Santa Cruz do Sul/RS, buscou apoio técnico/científico do Laboratório de Biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos - IBTeC - para o desenvolvimento de melhorias e inserção de tecnologia que tornassem o estabilizador de tornozelos de sua marca mais eficiente, funcional e confortável. Em parceria com a equipe de desenvolvimento da indústria que tem sede em Santa Cruz do Sul e indústria Jomo (desenvolvimento do design e das MP´s), a equipe de Biomecânica do IBTeC orientou o uso de materiais e adaptação do produto aos pés humanos.

         O estabilizador de tornozelo é um dispositivo utilizado por atletas de diversos esportes para auxiliar no processo de reabilitação de entorses na região do tornozelo, impedindo que o atleta faça movimentos laterais internos ou externos excessivos, que possam prejudicar o processo de recuperação da região, em períodos de recuperação de lesões, tanto na prática de atividades esportivas quanto nas atividades diárias. O dispositivo também pode ser usado como medida de prevenção a lesões.

         O estabilizador de tornozelo tipo Cast atua como um suporte para os ligamentos e tendões que foram lesionados, protegendo de uma sobrecarga excessiva e dando condições para que a estabilidade natural da articulação seja restabelecida com segurança.

         O produto já existia no portifólio da Mercur - o trabalho desenvolvido em parceria com o IBTeC foi feito com o intuito de melhorar seus atributos e funcionalidade, no que diz respeito ao conforto e bem-estar, a partir de retornos dados pelos usuários do produto durante o uso em movimentos específicos do dia a dia e do esporte, além de análises biomecânicas que apontaram aspectos que poderiam ser aperfeiçoados. No trabalho com a participação do IBTeC, o produto também foi ajustado para, ficar mais anatômico e oferecer mais proteção. A mudança do material com que o dispositivo é produzido também facilita a higienização.

         O coordenador do Laboratório de Biomecânica do IBTeC e fisioterapeuta, Dr. Eduardo Wust, chama a atenção para o fato de que uma das principais melhorias do produto se dá em sua adaptação aos diferentes tamanhos/biotipos de pé e tornozelo. Wust lembra que “há uma variedade muito grande de tamanhos e, formatos destas regiões do corpo. Portanto, a partir de nossas análises propomos adaptações que permitem um ajuste maior oferecendo versatilidade ao produto final”.

         A busca, segundo o fisioterapeuta que atua em pesquisa e desenvolvimento de produtos na Mercur e que integrou o projeto do novo Estabilizador, Dr. Regis Severo, foi de ampliação da sensação de bem-estar, sem afetar a atuação do produto. Um dos pontos trabalhados foi a melhora no ato de colocar, ajustar e retirar o estabilizador, para que ficasse prático, intuitivo e confortável, sem perder a eficácia”. O produto também foi pensado para ter mais durabilidade, com o uso de materiais mais resistentes, sem perder pontos na percepção de conforto.

         Entre as inserções tecnológicas no novo estabilizador para tornozelo tipo Cast:

 - Inserção de talas rígidas anatômicas que acomodam a região do tornozelo e garante restrição de movimentos laterais no local lesionado;

- Ajustabilidade por faixas elásticas ajustáveis e fecho aderente, que possibilitam graduar a compressão no local e utilizar o produto mesmo quando há inchaço no tornozelo;

- Redução do volume do produto, com mudanças de materiais e design;

- Produto sem contato direto dos velcros com o calçado ou com o corpo;

- Revestimento interno macio e confortável, que reduz incômodos gerados pelo uso;

- Espessura adequada para uso com calçado e com meia;

- É bilateral, podendo ser utilizado tanto no pé direito quanto no esquerdo.

 

Fonte: MERCUR