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Gestor de inovação do IBTeC mostrou novidades lançadas na A+A e provocou fabricantes nacionais a implementar inovações que agreguem valor e percepção de conforto aos seus produtos

Gestor de inovação do IBTeC mostrou novidades lançadas na A+A e provocou fabricantes nacionais a implementar inovações que agreguem valor e percepção de conforto aos seus produtos 29 NOVEMBRO

“Apresentar tendências e inspirar pessoas a inovar nos calçados de segurança, evoluir o setor”. Este foi o propósito do gestor de inovação do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos - IBTeC - Deivis Gonçalves, com a palestra realizada na última edição do Happy Hour com Tecnologia da instituição.

Deivis iniciou sua fala apresentando dados sobre o setor de EPIs. De acordo com informações divulgadas pela Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho - Animaseg, em 2017 as indústrias de calçados para segurança faturaram R$ 1,5 bilhão. Os calçados representaram 20,5% do faturamento de EPIs no Brasil. De acordo com o levantamento da entidade, em 2017 o país tinha 2.353 CAs emitidos para calçados de segurança, e um total de 190 indústrias cadastradas.

Um dos aspectos levantados por Deivis como uma oportunidade para o setor no país é o preço médio dos calçados - enquanto na Europa o preço médio do par é de 39 euros (o que equivale a cerca de 180 reais), no Brasil o preço médio é de 37 rais. O que os fabricantes brasileiros precisam fazer é investir em inovações que agreguem valor aos seus calçados, para incentivar as empresas a investirem mais em calçados para seus colaboradores.

Falando sobre as novidades vistas na A+A, o palestrante chamou a atenção para a forma como os fabricantes estão comunicando os diferenciais de seus produtos. Ele apresentou vários exemplos de peças publicitárias onde as marcas exploram os benefícios do calçado para o usuário. Sobre o design, Deivis Gonçalves salientou que as empresas da Europa estão muito focadas em produzir calçados que tragam segurança, mas que proporcionem bem-estar, com componentes e tecnologias de conforto e cuidados com o corpo. Este é um caminho que precisa ser trilhado pelos fabricantes nacionais, defendeu o palestrante.

Um dos destaques da feira foi a atuação das marcas de calçados esportivos como Nike e Puma, por exemplo, que têm investido fortemente na área de calçados de segurança. O detalhe, segundo Deivis, é que estas marcas estão transferindo para os EPIs o visual de seus calçados esportivos, “o que torna o calçado muito mais atraente aos olhos dos trabalhadores que terão que usá-los”. Entre os materiais mais usados para o cabedal está o knit (tecido tricotado). Com a importante ressalva de que o bico do calçado tem sempre um material reforçado, para garantir que ele cumpra o papel de proteger o trabalhador. Mas o uso de materiais diferentes torna os calçados mais modernos.

Outra informação interessante vista na feira é quanto ao uso de materiais diferentes para o solado, tornando o calçado mais leve, e consequentemente mais confortável. Tecnologias de absorção de impacto também são usadas pelas indústrias da Europa.

Convidando os fabricantes brasileiros de calçados e de componentes a buscar uma nova visão sobre os produtos, Deivis colocou o Núcleo de Inovação Tecnológica do IBTeC à disposição para ajudar as empresas a criarem novos produtos, incorporarem novas tecnologias e componentes em seus calçados. Ele salienta que “os fabricantes de calçados têm hoje muitas oportunidades de inovar. Para agregar valor aos EPIs, é possível agregar novas funcionalidades, design, e tecnologias que tornem seus produtos mais confortáveis”. Para istoo, o principal paradigma a ser quebrado dentro da empresa, na opinião de Deivis Gonçalves, “é a mudança de mindset das pessoas, entendendo que é possível  produzir calçado seguro, bonito, confortável e certificado”.